A expansão portuguesa no ultramar teve como um de seus pilares a rede de sociabilidade baseada na devoção confrarial. De Salvador até Macau, as Misericórdias e irmandades, associações de leigos formadas com fins religiosos, patrocinaram a construção das igrejas, a sustentação material do culto religioso e a administração da caridade. No
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sistema do Padroado Régio, que regulou as relações entre Igreja e Estado no Brasil colonial, a Coroa recolhia os dízimos e deveria arcar com os custos da promoção do culto. Este investimento foi limitado e os próprios fiéis organizados em irmandades o assumiram.
Em Minas, a presença leiga na vida religiosa revelou-se mais intensa. Nas
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